O Auto da Compadecida e a cultura nordestina

O Auto da Compadecida é um dos filmes mas conhecidos do Brasil. É difícil encontrar alguém que não tenha se divertido com as aventuras de Chicó e João Grilo! O filme é único em sua capacidade de mostrar tão profundamente as origens de um grupo cultural brasileiro, e retrata de forma caricata, mas eficaz, a cultura nordestina da época dos anos 50.

Origens do Auto da Compadecida

O filme teve um sucesso tão grande que chegou a alcançar uma avaliação de 93% no site de críticos Rotten Tomatoes. Ele é baseado em uma peça que foi escrita em forma de cordel pelo autor paraibano Ariano Suassuna.

Cordel é um livreto cheio de histórias em forma de poemas populares, muito comum no sertão do nordeste na época. Ele surgiu da necessidade dos autores de publicarem suas obras em um formato simples, barato e acessível a todos. Carlos Drummond, inclusive, se referia aos cordéis como a mais pura manifestação de criatividade, senso de humor e capacidade crítica dos brasileiros do sertão.

Cultura nordestina no filme

A história foi filmada no sertão da Paraíba, na cidade de Cabaceiras. Retrata muito do que era comum na época, como os cangaceiros, a Igreja Católica e os coronéis. O faz, todavia, de uma maneira satírica e muito engraçada.

A obra é carregada de tradições populares, e os protagonistas vivem assolados pela fome e pela miséria, tentando de tudo para mudar essa situação. Outra característica marcante do filme é a linguagem utilizada. Ela é fiel às origens, e muitas vezes as falas dos personagens soam como versos, mas sempre usando expressões e sotaque fortemente nordestinos.

Além do filme, a obra também foi adaptada para o teatro e minissérie de TV. É definitivamente um clássico cultural brasileiro, e um exemplo claro e divertido da cultura nordestina da época dos cangaceiros.

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