Ópera com cara de Brasil

A ópera não é um gênero musical muito popular no Brasil. Isso não significa, porém, que ela seja inexistente. Pelo contrário, existem registros de ópera no Brasil desde o século 17. Mesmo antes disso, há registros de que dramas envolvendo elementos musicais e cênicos eram utilizados como instrumento de evangelização no Brasil.

Não é de se espantar que o grupo cultural que mais tenha influenciado a ópera brasileira tenha sido o português. Muito popular no continente europeu, a ópera foi trazida para o nosso país pelos veleiros portugueses. Mas isso não significa que ela tenha permanecido imutável. Como tudo em nossa cultura, a ópera sofreu mudanças e renasceu com cara e jeitinho brasileiros de ser.

A Ópera no Brasil e suas influências

No século 18, com a contínua urbanização das principais cidades brasileiras, muitos teatros e espaços para shows foram construídos, dando força as peças e ópera. No século 19, com a vinda da corte portuguesa, isso se consolidou ainda mais, pois era preciso entreter a família real e sua corte. Estima-se que a primeira obra de ópera genuinamente brasileira tenha sido “A noite de São João”, escrita por José de Alencar e musicada por Elias Álvares.

Depois disso a ópera ganhou asas e se tornou cada vez mais brasileira. Grandes nomes como Heitor Villa-Lobos surgiram, e este inclusive se consolidou como um dos artistas mais prolíficos do século XX. A menina das nuvens, uma de suas obras mais conhecidas, é atuada até hoje.

Hoje em dia o Brasil não fica de fora dos roteiros dos maiores solistas e produções de ópera do mundo. Especialmente em São Paulo e no Rio, é possível assistir shows de sopranos internacionalmente famosos, especialmente no Mozarteum Brasileiro – uma instituição particular de apoio à produção, valorização e difusão da cultura brasileira, especialmente lírica, localizada em São Paulo.

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